sexta-feira, agosto 14

" Piece(s) of my heart, messages to love" -' in memorium' ao lendário Woodstock (aos grandes títulos do seiscentismo) , a janis joplin e Hendrix

Bebo aos goles a vida,e nada peço mais.
Mas sempre que olho pro mar,sonha o barco no cais.
Por mais que eu mude o meu jeito e a roupagem,onde esteja e onde
vá,sempre estou de passagem.
Passagem onde cantarei o amor,mas não tão docemente...
e que você meu bem,possa ouvir no meu canto mais do que se diz;
porque se toda expressão fala a verdade e mente,
serei,sempre que cante infeliz e feliz.
Mas eu amo no infinito presente, e eu canterei o amor.
Talvez não por amor, mas por deslumbramento
eu cante então a lua,cante o vento
Eu suba ao céu,acenda estrela.
Onde cantarei o amor,mas não tão docemente..
E ria do mundo,drasticamente.
Me dê de comer,antropofagicamente.
Então a Razão,senhora de tudo,em seus salões me liberte a voz.
E procurando uma dulcinéia eu cante,
e novamente a fora eu me encante,
Me faça mundo grande mulher
e de forma acesa a resposta a dentro,
o que me barrava ao mesmo tempo,
Seja o chamado;ainda forte.
Que bata à porta.Que seja a força.
E eu diga: Avante!
E sonhe alto,e bem defronte..
E tenha na palma da mão,sem eira nem beira,a marca do distante.
Porque enfim me dado tudo,eu pude então ter bastante.
E de um mundo perdido,
ao buscar pela vida exata,
achei errante.
Nada mais que um sonho (extremamente alucinante!)
Onde cantarei o amor,mas não tão docemente..
E à distância, sonhando nuvens de infância..
Cantarei o amor,ainda ingrata.
Não entre os braços,
Não no exílio,
Mais se eu pudesse em estribilho,
Cantar virtude,
Tocar o ausente,
Cantaria, ainda presente
as suas marcas;onipotente.
O coração que de tédio em tédio,
Dorme em silêncio,
Cegou meu mundo de sublime azul.
E canto amor, canto a semente.
E vai em frente.Vai em frente.
Ousa brotar.
Pois sois em mim meiguice ‘ in flames’
E, exaustivamente em permanência,
Racionalmente em translado,
Em aeroporto se fez o fado.
E o pouso,
Rio sem foz.
E agora o canto desajustado
À sombra de arvores dorme,estupefato.
E sua Dona? E sua fonte?
Como se é a travessia?
O verbo aceso
E aos cuidados,
Com alguns meros ossos quebrados
É união,séculos passados.
E então cantarei o amor, mas não tão docemente..
E se esvai em brumas, onde repousas,
E o meu peito já deserto em gritos,
Não o sentimento só em eu-líricos,
Livre e preso,
Da redenção ao indefeso,
Chora no mar de agora.
Porque talvez nem seja amor,
Seja simplismente,
Uma poeta dadaísta deprimente,
Cantando o amor,mas não tão docemente..