quarta-feira, agosto 20

Carnaval!

Dançava pelos bailes, sorria em meio as máscaras, mas chorava por si mesmo e, apenas, para si mesmo.
Diversão corria por suas veias, insânia inflava seus pulmões, seu pâncreas lançava cada vez mais sadismo em sua circulação, olhava todos os "rostos", buscava neles algo:um novo amor.
Lá estava ela, sozinha, ele sabia que ela sorria por trás da primeira máscara, mas atrás da segunda ela chorava. Era ela.
A vigiou, a seguiu, a amou e após 3 horas 12 minutos e 47 segundos, os quais ele adorara contar, conseguira trazê-la a sua "Ala".
Aquela sim era uma mulher, nunca soube seu nome, mas isso não era importante, pois naquele baile de mascarados ela era apenas mais uma Colombina.
Ele adorara vê-la acordar em desespero, amarrada, no meio da noite. Deliciara-se com sua voz apavorada e seus gritos de dor enquanto ele lhe retirava pequenas peças como unhas, dedos, pele entre outras partes supérfluas.
Perfura-la fora tão gratificante, rasga-la a carne... Ah! Nunca pôde esquecê-la.
Vieram outros carnavais e com eles outros amores. Outras escolas desfilaram e mesmo agora após tantos anos se lhe perguntam o porque de amar assim ele apenas responde:
-Pois sou Pierrô!