sexta-feira, julho 18

Devaneios de uma louca...
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Minha busca na personagem diabólica que almeja a bondade.
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Nada e tudo em um, eu.
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Nutrição

Meu amor é dor intensa.Tem nome.Telefone.Endereço.
Meu amor é ele,sem deixar de ser eu.
Meu amor é contradição.É lágrima.
Meu amor é riso de alegria emudecido.

Meu amor é busca.É amor romântico.É sentimentalismo exarcebado.
Meu amor nutre o verso.
Meu amor,Amor.Não cabe no poema.
Meu amor,não cabe nem em mim mesma.

quinta-feira, julho 17

!

E o que era apenas um ato se tornará fato. A vida perdera um de seus sentidos ou talvez apenas ganhara uma nova dimensão. Nada que seja realmente importante... ou talvez...... talvez seja a hora de repensar.

segunda-feira, julho 14

Azul

Aquela linha vermelha que se agarra com forças vitais ao paletó acinzentado, num dia cinza chumbo, que chove negro sobre a indiferença humanamente inanimada. Ela é a esperança no rubro sangue de quem assiste ao espetáculo macabro e sente o marejar no olhar, que fornece energia para mais um dia do "real".
Coloque a bandeira de cabeça para baixo, pois precisamos de ajuda.

domingo, julho 13

Bom Dia Vida!

Vida. Muitos acreditam que temos apenas uma, ele nunca soube bem em que acreditar... Sempre teve medo da morte, isso é certo, por isso mesmo sempre tentou dar um sentido a sua vida. Sempre quis a Grandeza e os motivos. Adorava ser elogiado porém nunca era elogiado no que ele realmente se esforçava em fazer. E acima de tudo o que mais adorava era o impossível, na verdade achava "impossível" a palavra mais estúpida que já existiu mas adorava quando realizava algo considerado impossível, talvez por isso "impossível" cabia em seu vocabulário. Pois ao utilizar essa palavra acabava valorizando ainda mais seus feitos. Era orgulhoso.

Até um belo dia (que no dia nem pareceu tão belo) onde ele realmente encontrou uma razão para sua vida. Estava sentado no sofá da sala, olhava pela janela quando viu o vento movendo a cortina, a qual parecia flutuar em um mundo antes só dela, mas que agora também fazia parte dele. Sentiu-se tão leve aquele dia que nem foi capaz de tomar o seu café das 18:15 que já era de sua rotina há 3 anos, apenas sentia aquela imensa vontade de sorrir para a moça que entrava no elevador ou para o motorista do carro a seu lado, quem não importava queria apenas o alguém. Era isso. Lhe faltava alguém.

Foi quando começou a procurar um amor. Tentou em supermercados, bares, lanchonetes, casas de confecção, padarias e até mesmo lojas infantis, mas nunca tinha amado antes e por isso não sabia que o amor não se procura, pois ele vem até nós pelas coisas mais simples. Já estava desiludido com esse tal de amor, passara dias procurando e nada. A porta do elevador se abriu, ele entrou ou pelo menos tentou, mas não conseguiu pois ela vinha em sua direção, saindo do elevador e ela sorria para ele... ( o que se sucedeu foi um amor forte, apaixonaram-se, uniram-se e amaram-se).

Finalmente acorda, agora sua vida é outra. O amor deu sentido as coisas, deu um gosto especial a vida. Viver se tornou muito mais sadio e alegre. Agora o que queria era mostrar ao mundo como era bom amar. Sim perdemos e sofremos e choramos, mas devemos saber levantar a cabeça e seguir em frente. Devemos aprender a amar e mostrar que amamos, pois este é um sentimento que Deve ser compartilhado.

Por isso quando acordar de manhã, sorria. Sinta o cheiro do café (ou não) e abra os olhos para o mundo, enxergue com amor. Pois tudo foi feito para ser amado e a vida fica muito mais bonita quando se ama viver.

sexta-feira, julho 4

Ressaca

Paredes vermelhas eram as divisoras de suas quatro camadas, paredes vermelhas eram o que ele tinha. Ali estava preso, sequestrado. Por quem? Por ela. Para que? Apenas para ter. Tê-lo a fazia mais ela. Prende-lo lhe trazia um certo prazer, mistura de sadismo e maternidade.

Ele vivia dentro dela. Naqueles 4 cômodos ritmados, não se lembrava de como havia chegado ali. Apenas sabia que aquela casa era feita em molde perfeito para ele. Formulada de maneira eficiente para suprir (quase) todas as suas necessidades, mas a casa não era suficientemente arejada e ele tinha um "q" de claustrofobia.

Assim os dias se passaram e ele continuava a crescer dentro dela porém sua casa não era capaz de acompanhar seu crescimento seu "Q" de claustrofóbico já havia aumentado, com isso começaram os distúrbios, náuseas. Não se cabiam mais em si. Vendo que ele já não cabia mais dentro de si, percebendo que a presença dele lhe consumia todas as forças e atenções e vendo que sua obsessão por ele o tornara impossível para ela decidiu de súbito matá-lo, só assim seria capaz de reestabelecer um contato com si mesma e com a própria vida.

Foi o aborto mais dolorido que já fizera, matar o ele era matar a ela. Mas agora já não havia volta...

Tocou o dedo na gartanta. Vomitou o ele com todo o ódio que sentia. Nela surgiu um novo sentimento o de vazio em sua existência. Nele também houve uma nova sensação a de extrema liberdade. Morreram e dessas duas mortes surgiu o que chamo de vida.