quarta-feira, junho 25

Ignorância.

Muitos "acreditam" que para viver basta apenas não morrer.
Infelizmente (para mim) nunca fui de seguir regras.

segunda-feira, junho 23

Lágrimas secas

Toque. Um dedo em minha alma, em meu coração. Sinto. A energia transpõe a queratinizada camada espiritual, e me transfigura na mais apaixonada das criaturas. Sofro. A falta do toque abre meu coração e me rasga em lágrimas. Pedaços meus que encharcam o solo seco e carente de amor, passando eu, mais uma vez, à função doadora e não mais podendo me reconstruir do que já fui. Cresço. Escuto o grunido do meu tecido jovem se reconstruindo, ele grita, geme, sofre. Quão difícil é crescer(?). Começo a perder os sentidos. Sentidos esses que teimam em me prender ao real, doído, sofredor. Quando o que quero mesmo é o mágico. Ahh o mágico. Lá dói e eu rio, lá sinto e mergulho, lá quero tudo e nada, me quero e a mais ninguém. Toque, um dedo em minha alma, em meu coração.

quinta-feira, junho 19

Me

Não sinto. Não ouço. Não vejo.
Morta? Talvez.
Não me acho. Queria me pegar na mão, me sentir. Entender porque assim será. Porque de mim não sei? Provavelmente pois sempre me fui sem ser. Porque sempre me escutei sem me ouvir. Sempre senti sem viver.Minha busca eterna pelo nada me completa a alma e torna tudo escuramente claro em meu pensamento. Passo a sentir com os olhos e enxergar com o coração. Me dando assim a oportunidade de não me ser e ser o mundo quem ele não é.Mundo cruel moldado por gente cruel, que não se é, não se permite ser, e se fosse, seria melhor.Sendo-me em minha ignorância, acho-me contendo meus crimes mais ediondos e animalescos.Animalidade aflorada na pele que exala cheiro de rosa púrpura e tinge o asfalto de sangue.
Peço-me que me escute, me ouça, me sinta.
Me encontro.

terça-feira, junho 3

Hospital

Corações internados doem um pouco.
A dor aumenta quando insensatamente eles insistem em doer sem motivos prévios.
A forma e o conteúdo diferem um pouco juntamente com as atualizações recentes.
Para desprezar o atrito surgem borboletas.
No estômago,no medo,na claridade.
Amigos servem para anedotas engraçadas e diálogos dramáticos.
Nas prateleiras descarregam enormes cargas indivisíveis de amor.
Derramado junto à porta pedaços de alguém.
Pernas,braços e o silêncio recuado.
Próximo! (em uma fila de cem.)
Passo a passo o inverno converte os sonhos em névoas.
A sombra deles estão ali.A marca da luta e a gargalhada.
Só um adulto poderia compreender.Adultos sempre compreendem tudo.
Entre as veias ecoa uma certa história de que solidão faz mal a saúde.
No sangue hemácias envaidecidas.Nem sempre o homem morre pela boca.
Pode morrer pelos amigos que tem,ou pela ausência deles.
Reze para encontrar alguém firme,doce e leal.
Oferte-se para alguém.
Amizade estocada mata!